ONDE TUDO COMEÇOU
 À entrada nascente da Vila Velha, nas faldas da serra, destaca-se o Palácio Valenças, construído no século XIX pelo arquitecto italiano Giuseppe Cinatti O edifício situado na Rua Visconde de Monserrate, enquadrando-se no espírito romântico dominante nos finais do século passado. Adquirido pelo Município, encontrava-se instalados neste palácio, desde 1939, a Biblioteca Municipal e o Arquivo Histórico de Sintra. Foi no Palácio Valenças que o Projecto Hora do Conto deu os primeiros passos, era presidente da Câmara Municipal de Sintra a professora Edite Estrela. COMO? Em 1995, Jozé Sabugo e Cláudio de Brito numa troca de impressões com a responsável pela visitas de estudo Srª Helena Tomé, surgiu o convite para dar uma "prenda" às turmas que visitassem a "Casa dos Livros". Deste convite criaram o projecto Hora do Conto. Motivados pela dinamização e animação da Biblioteca Municipal de Sintra (no Palácio Valenças) ou talvez, fruto de uma juventude de vivências na cultura popular da estremadura saloia, talvez por fazerem teatro, talvez por um ser um leitor do arquivo histórico da Biblioteca Municipal de Sintra, talvez por um ter nascido na Vila de Sintra e outro na Cidade da Praia, talvez por tudo isso ou não, a verdade é que o projecto nunca mais parou.
Quando?
 Hora do Conto acontece, em 1995, pela primeira vez na ex-Biblioteca Municipal de Sintra, Palácio Valenças, com um conto de Alice Vieira. A 3 de Abril, para comemorar o dia mundial do livro infantil e presentear as crianças no final da visita de estudo à Biblioteca, foi contado o Patinho Feio, de Hans Christian Andersen, autor que viveu em sintra.
Quem?
 Jozé Sabugo e Cláudio de Brito
A partir daqui dá-se o arranque ao Projecto Hora do Conto e à actividade de contador de Jozé Sabugo quase sempre acompanhado ao violão por Cláudio de Brito e outras colaborações especiais.
Colaborações especiais Flávia Sardinha, Helena Ferreira, Rui Zilhão, Zezé Araujo, Elias Kacanoulis, Pedro Gonçalves, Rui Travassos José Duarte, Pedro Ferreira, Jorge Cardoso, entre autores, bibliotecas, escolas, jardins de infãncia, feiras do livro, festivais de teatro, editores e câmaras municipais... o nosso agradecimento a todos pela valorosa colaboração ao longo de uma década e meia na Hora do Conto.
Pelo décimo aniversário do projecto, comemorou-se o feito de mais de 3.000 crianças ouvirem e participarem na Hora do Conto. Depois daquele convite, outros surgiram para dar expressão e visibilidade à animação do livro e da leitura sempre com tempêro musical, agora já sem o Cláudio.
A Hora do Conto acertou passo com a tradição dos contadores de estórias e nacionalizou-se e passou fronteiras. Hoje é um conteúdo pedagógico dos serviços educativos e uma animação sócio-cultural imprescíndível, na programação infanto-juvenil dos museus e /ou de qualquer Biblioteca. Ao longo do tempo, muitas histórias foram contadas, muitos escritores de histórias divulgados outros animadores inspirados, muitas bibliotecas, museus e escolas visitadas e muita criançada encantada.
A vez do CD Hora do Conto Em 2005, na Biblioteca de Montelavar, da SFBUM, foi lançado pelas edições Casa das Cenas/Grupo Acusa um CD intitulado Hora do Conto - Animação do livro e da leitura, na apresença da autora d' A viajem da Menina Girassol, Maria Almira Medina e muitos amigos. O CD para além do conto de Maria almira Medina, inclui ainda o Patinho Feio de Hans Christian Andersen e A Cigarra e a Formiga de Jean de la Fontaine contado por Jozé Sabugo. .  Autora da Menina Girassol com alguns responsáveis pela Casa das Cenas - Educação pela Arte
SERVIÇOS EDUCATIVOS Em 2006, no dia Mundial dos Museus, a Hora do Conto com a História do Grilo que queria ser Amarelo Amarelo realiza-se no Museu Anjos Teixeira - Sintra. Desde aí a História do grilo... tem feito parte do programa dos serviços educativos dos Museus, de Bibliotecas e de escolas por todo o país.
 Agora em livro com o apoio da Câmara Municipal de Sintra
“Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso cientifico e nos benefícios que deste resultam..." (Artigo 27º Declaração Universal dos Direitos do Homem)
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